quarta-feira, 6 de agosto de 2008

A. DUODENALES E NECATOR AMERICANUS








ANCILOSTOMÍASE





AGENTE ETIOLÓGICO:

  • Nematóides da família ANCYLOSTOMIDAE: A. duodenales e Necator americanus.

CONSIDERAÇÕES GERAIS:

  • Parasito cosmopolita;
  • Nome vulgar: amarelão, apilação ou doença do Jeca Tatu.
  • Caracterizada por anemia ferropriva (pela perda de sangue. As presas desse parasito perfuram o estômago. Rajada de sangue nas fezes).
  • No Brasil é predominante nas áreas rurais.

DESCRIÇÃO DO PARASITO:

MACHO:

Ø CORPO: forma de C

Ø TAMANHO: 8 a 11 mm

Ø COR: branco com sangue no intestino.

FÊMEA:

Ø CORPO: forma de C

Ø TAMANHO: 25 a 40 mm

Ø COR: branco com sangue no intestino.
















































































OVO:

Ø TAMANHO: 60 POR 40 µ

Ø FORMATO: oval

Ø COR: amarelo claro

Ø INTERIOR: contêm de 4 a 8 blastômeros (unidades celulares que se multiplicam rapidamente para formar a larva. Membrana única, translúcida, transparente e brilhante.






































LARVA INFECTANTE:


· Cauda afilada (a cauda do Strongylóide é bifurcada);

· Vestíbulo bucal longo.

HABITAT:


· Intestino delgado (duodeno, jejuno e parte do íleo).


CICLO BIOLÓGICO:

· Ovos veiculados para o meio externo através das fezes;

· Estes ovos apresentam em seu interior 4 células (blastômeros), que após 24 horas, formarão a larva L1 no seu interior;

· Após aproximadamente 3 dias a larva evolui para o estágio L2 (ainda RABDITÓIDE (inicial);

· Transcorridos 5 dias, transforma-se em L3, larva FILARIÓIDE infectante;

· Larva filarióide encontra-se apta a penetrar ativamente a pele do homem (especialmente os pés);

· No corpo, as larvas penetram os vasos linfáticos e caem na corrente sanguínea, passam rapidamente pelo coração e chegam ao pulmão onde sofrem nova muda (transformação).

· Migram para a traquéia e faringe, são deglutidos e chegam ao intestino delgado, onde se fixam até atingir a maturidade entre 6 a 7 semanas.



MODO DE TRANSMISSÃO:

  • Larva infectante no solo durante várias semanas;
  • Penetração cutânea.
















DIAGNÓSTICO:

  • O quadro clínico isolado não é o suficiente;
  • Exame de fezes para procura de ovos e larvas.

SINTOMATOLOGIA:

  • Habitualmente assintomático (não apresenta sintomas);
  • Fezes sanguinolentas;
  • Atraso no desenvolvimento físico e mental (a depender da carga parasitária);
  • Complicações como anemia ferropriva, hipoproteinemia, insuficiência cardíaca. A migração pulmonar pode causar hemorragias e pneumonite.

PROFILAXIA:

  • Educação sanitária;· Indivíduos expostos a fatores de risco, cuidados específicos como usar botas e luvas.
  • Hábito de usar calçado; · Melhoria de condições de higiene e saneamento básico;

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