segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Proteína C reativa e suas indicações clínicas

A proteína C reativa é uma proteína imunologicamente anômala, caracterizada pela capacidade de precipitar-se frente ao polissacarídeo C somático isolado de pneumococo. Surge frequentemente no soro durante a evolução de numerosos processos inflamatórios, especialmente nos de caráter agudo. Representa um indicador extremamente sensível de inflamação, sendo sua presença um sinal muito significativo de processo patológico.

Na clínica, a determinação da proteína C reativa mostra-se particularmente útil na avaliação da atividade do processo reumático, na avaliação de fator de risco para doença cardiovascular, no diagnóstico e acompanhamento do infarto do miocárdio. Sua ausência no soro de pacientes com poliartrite indica fase de repouso. Na febre reumática não tratada, suas concentrações mostram-se elevadas desde as primeiras fases da doença, antes mesmo do aparecimento de sinais clínicos.

Os conceitos atuais de infarto do miocárdio consideram a patologia como também um processo inflamatório e relacionam a dosagem da proteína C reativa com risco de desenvolvimento para isquemia do músculo cardíaco.

O infarto do miocárdio (oclusão arterial que leva à necrose do músculo cardíaco) é causado, em mais de 90 % dos casos, pela aterosclerose. Três são os mecanismos básicos que participam da instalação dessa oclusão:


· Trombose coronariana

· Crescimento de placas ateromatosas

· Hemorragia intramural


Há dois tipo de infartos: transmural e não-transmural.O infarto transmural leva ao comprometimento de toda a espessura do miocárdio, do epicárdio ao endocárdio, já o não-transmural não se estende através de toda a espessura da parede ventricular, abrangendo, geralmente, o terço interno do miocárdio.

Um teste positivo de proteína C reativa é encontrado em 90% dos casos de infartos transmurais. Começa a positivar-se 12 horas a 5 dias após o episódio agudo, permanecendo positivo até 14 a 50 dias.

A proteína C reativa pode ser detectada pelo método da precipitação em tubo capilar ou, mais comumente, pela técnica da aglutinação com látex PCR. Esta última utiliza partículas de látex poliestireno sensibilizadas com globulinas purificadas anti-PCR e é realizada em lâmina. O método qualitativo indica a presença ou ausência de proteína C reativa pela presença ou ausência de aglutinação, que pode ser graduada em cruzes. Os casos positivos podem ser submetidos ao método semi-quantitativo pela diluição progressiva do soro. O título obtido pode ser transformado em mg/dL. No adulto, um valor de 0,3mg/dL já pode ser considerado anormal. Entretanto, apenas métodos ultra-sensíveis são capazes de detectar esses valores. A tabela 1 ilustra os valores de referência PCR na avaliação de risco de doença cardiovascular e do processo inflamatório ou infeccioso.



Tabela 1 - Valores de referência de PCR na avaliação de risco de doença cardiovascular e do processo inflamatório ou infeccioso









A dosagem da proteína C reativa é uma forma importante de avaliar o risco para doenças cardiovascular, bem como acompanhar a evolução da doença. Porém, ainda é pouco utilizada na clínica devido a necessidade de técnicas ultra-sensíveis

Um comentário:

orkut dos amigos disse...

ola boa noite eu fiz um exame de proteina c reativa e o resultado deu 12,1 segundo a minha medica diz que ta muito alto e me mandou procurar um reumatologista,essa taxa de 12,1 ta alta mesmo,quer dizer o que?uma infecçao no sangue,estou preoculpada me ajude o que devo fazer, desde ja agradeço.mande a resposta urgente por favor pelo meu imail,elzinhagospel2009@hotmail.com